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Assino como MonteBrasil, tenho 16 anos e eu escolhi questionar o sistema em que vivo, buscar informações sobre a exploração das multinacionais e o impacto de tudo em nossa vida. Presta atenção, caro leitor: eu escrevo o que está por trás de tudo o que vemos nas propagandas da TV: um mundo cor de rosa, com flores, árvores, pessoas boazinhas que vão ao trabalho de unicórnio e que têm uma vida perfeita.

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domingo, 26 de setembro de 2010

Eleições: Em defesa do voto facultativo

Mais uma vez, outra matéria do Estadão - na parte de opiniões - me chamou a atenção. É sobre o voto facultativo. Achei bastante interessante e decidi comentar aqui. Link para a matéria .

À princípio, a ideia de as pessoas votarem se quiserem é um pouco desagradável porque entra toda uma questão histórica de luta pela democracia e da responsabilidade como cidadão.

Agora me diz: se for pra um cidadão revoltado votar no Tiririca, não é melhor que não vote?
Ok, ok... a situação parlamentar do Brasil não está nada boa, mas as pessoas insistem em votar 'no menos pior' e agora, nessa palhaçada que está as eleições atuais, nos mais engraçados e sem escrúpulos. Acorda, você está colocando no governo o cara que vai administrar seu dinheiro - sim, aquele que você batalhou e suou o mês inteiro para ganhar - e que vai elaborar suas leis!

Realmente, a obrigatoriedade dos votos não tem ajudado muito. Grande parte da população vota em branco ou nulo ou vota em qualquer um.  Talvez, se o voto fosse facultativo, haveria com certeza pessoas que não participariam, mas pelo menos, as que participariam seriam de bom grado.
O voto, em resposta ao questionamento inicial da reportagem, passou a ser dever para muitos e direito para poucos. A parte do texto que realmente me chamou a atenção foi a seguinte:

" Já entre nós, a obrigatoriedade do voto foi imposta nos tempos do Brasil rural. O voto compulsório se alojou no Código Eleitoral de 1932, tornando-se norma constitucional em 1934. O eleitorado abarcava apenas 10% da população adulta. Temia-se que a pequena participação popular tornasse o processo ilegítimo. Hoje a paisagem brasileira é essencialmente urbana e os desafios são bem maiores. As contrafações se multiplicam. Os desvios se amontoam. O caráter amorfo de mais de 50% do eleitorado é responsável por muitos deles. O eleitor desatento não sabe, por exemplo, que o voto num "abestado" ou na celebridade que lhe é mais simpática acabará puxando outros nomes de que nunca ouviu falar ou sonhou eleger. Também ignora o fato de que seu candidato, mesmo sendo bem aquinhoado pelo voto, poderá ter de ceder o lugar a outro, de inexpressiva votação. E, assim, o desconhecimento da mecânica eleitoral expande, a cada pleito, a leva de oportunistas."

E realmente, a política atual é oportunista. E a cada eleição, a situação vai piorando! Hoje, é o Tiririca e daqui alguns anos vais ser quem? É com esses votos de deboche que o Brasil é, em parte, desastroso como é hoje. Você pode colocar no poder um Bush da vida e nem saber disso!

Mais uma vez, insisto: Pesquise, por favor! Eu sempre apelo para isso, porque temos condições de mudar o país e o mundo se formos conscientes. Estamos numa era digital fortíssima que expande seus horizontes cada vez mais!

Nessas eleições, por favor, não se deixe levar pela sua revolta nacional - até porque isso é hipocresia - e pense. Pense de novo. Não vote em qualquer um! Ainda dá tempo de mudar o futuro. E o futuro está em suas mãos.

MonteBrasil.


Gostei dessa charge, hauahuaau

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